sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Bye, Bye, 2011 !

Tenho visto no Facebook e fora dele muita gente se despedindo de 2011 com alívio e até com certo rancor. Pelo visto esse ano foi difícil pra muita gente, não só pra mim. Eu chorei, duvidei,  fracassei, sofri. Só não digo que tenha sido um péssimo ano porque tive muitos aprendizados. Um para cada mês do ano:

  • Aprendi a não esperar uma chance -  as oportunidades não vêm até você, é preciso que você vá até elas -  ou as crie! 
  • Aprendi que quando algo não dá certo, sempre é tempo de recomeçar.
  • Que um pássaro na mão vale mais do que mil voando.
  • Que a solidão é uma péssima companhia (óbvio).
  • Que ter um amigo verdadeiro por perto é mais importante do que ter 300 nas redes sociais – os quais você  nunca vê.
  • Que aprender é a melhor saída quando se está num beco sem saída.
  • Que a paciência é uma virtude das mais preciosas e que aceitar a vida como ela é talvez seja o melhor atalho para a felicidade.
  • Que fazer muitos planos pode ser uma forma de esconder o medo, resultando em inércia e fracasso.(em alguns casos, seguir a intuição dá mais certo!)
  • Que dinheiro não é tudo, mas  faz uma falta danada.
  • Aprendi que o pior sempre antecede o melhor. Se não fosse assim, não haveria o prazer da conquista, não é mesmo?
  • Que o dia certo para realizar seus sonhos é hoje, não amanhã.
  • Mas que amanhã sempre pode ser melhor.

Então, que venha 2012 com dias melhores para todo mundo e que possam durar para sempre.
Beijos a todos.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Lançamento da coletânea Crônico! - Crônicas Brasileiras Ilustradas


É com muita alegria que compartilho com vocês o lançamento da coletânea Crônico! - Crônicas Brasileiras Ilustradas, da editora Multifoco. Participo dessa obra com o texto "Recomendações de uma Amiga". Foram selecionados 18 novos novos autores de diversos estados: RS, PR, RJ, MG, BA, PE e SP.  É uma honra estar entre eles, publicando uma crônica pela primeira vez. O lançamento será dia 12/11, no RJ. Estão todos convidados!
Por enquanto, segue o release, apenas para vocês terem um gostinho !
Quem quiser adquirir o livro, fale comigo: mailto:fakadri@hotmail.com  Vale a pena! 

Editora Multifoco lança coletânea de crônicas ilustradas



Com lançamento previsto para o dia 12 de novembro, a coletânea Crônico! (R$28, Ed. Multifoco, 100 páginas.), organizada pelos escritores Jana Lauxen e Beto Canales em parceria com a Editora Multifoco, reúne a nova safra de cronistas e ilustradores brasileiros.
São, ao total, 18 crônicas e 18 ilustrações, que reúnem o melhor de todo o material recebido durante a seletiva, que buscou, pelos quatro cantos deste Brasil, cronistas e ilustradores dispostos a colocar seus textos e ilustrações na avenida:
- Existem excelentes escritores e ilustradores em nosso país; infelizmente (e injustamente) em sua maioria ainda desconhecidos. Um dos principais objetivos da Editora Multifoco é encontrá-los e publicá-los. Uma forma de colocar leitores em contato com autores que, através dos meios de comunicação convencionais, nunca teriam a oportunidade de conhecer. – diz Jana Lauxen, uma das organizadoras da coletânea.
A obra conta com autores do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco  e Bahia, o que, segundo a organizadora da coletânea, só vem a somar no resultado final da obra, que considera pra lá de satisfatório.
- O Brasil é um país imenso, cheio de culturas diferentes e, naturalmente, de realidades e pontos de vista também diferentes. Reunir autores de diversos lugares do Brasil, cada qual com sua visão sobre situações completamente distintas entre si, trazem ao leitor um panorama atualizado da realidade brasileira. Além do que, é muito interessante descobrir o que pensam estes novos escritores que, de uma maneira ou de outra, também estão escrevendo hoje o futuro da literatura no Brasil.
Os textos que compõem a obra discorrem sobre os mais variados assuntos, indo desde literatura, Deus, galinhas, maconha e futebol, até festas, esperas, pêssego, vida e morte – todos retratados também por meio dos quatro ilustradores, que deram traço e forma aos textos que receberam.
O resultado desta miscelânea de autores, ilustrações, textos e temas poderá ser conferido a partir do dia 12 de novembro, data do lançamento da obra, que acontecerá no Rio de Janeiro, no Espaço Multifoco (Av. Mem de Sá, 126 - Lapa), entre 18h e 21h.
Um livro que, sem dúvidas, sua estante merece guardar.


domingo, 9 de outubro de 2011

Desconstruindo a relação (um poema-diálogo ou vice versa)

 
 
Eu te amo
Nossa, há quanto tempo...
É. Já tinha esquecido.
Pois é, percebi.
E você?
Eu o quê?
Nada, não.
Esfriou.
Tá chovendo lá fora.
Que bom.
Bom que o ar fica mais respirável.
Mas parece que vem tempestade.
Que nada, olha lá o arco-íris...
Cadê?
Longe. Tem que chegar bem perto pra ver.
Essa minha miopia tá me deixando cego.
É. Tem que ver.
Ver o quê?
O médico.
Ah, sim... o médico.
E você?
Eu o quê?
Tá bem?
Tô. E você?
Também. Quer dizer,o médico disse...
...Que bom.
Tô com sono.
Não tá esquecendo de nada?
Ah, sei. Tá aqui o dinheiro.
Tá.
Não vou poder ficar para jantar.
Como assim? Você prometeu.
Esqueci.
Pois é, percebi.
Negócios. Marcaram em cima da hora.
Tá. Já esqueci .
Esqueceu o que?
O que você não lembrou.
Minha memória anda péssima.
Tem que ver.
Nem o médico resolve.
Quem falou em médico?
Tenho que ir.
Vai.
Volto logo.
Volta, não.
Como?
Nada, não.
Fica com deus
Prefiro o diabo.
Te trago um sorvete?
Dieta!
Ah, sempre ela. Vai ficar doente assim.
Quem sabe assim você se cure.
Curar de que?
Da cegueira, do esquecimento.
Meu suéter. Quase esqueci.
Não, disso você não esquece. Vê se não esquece as malas.
Que malas? Não vou viajar.
Vai sim, amor. Você esqueceu.
Que bom que eu tenho você pra me lembrar.
É, se não sou eu...
Mas...pra onde é que eu vou mesmo ?
Pra um lugar onde você não vai ter nada para lembrar. Não é um paraíso?
É... parece bom...
E você?
Eu o quê?
Não vem comigo?
Se você não vai ter mais nada pra lembrar, não vai precisar mais de mim.
É, tem lógica.
Você tinha razão.
Sobre o quê?
O ar agora vai ficar bem mais respirável.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A vida lá fora não é um ringue

Todo mundo vidrado nesse negócio de UFC. Eu sempre ouvia falar, mas nunca tinha visto . Sabia apenas que era uma luta tipo vale-tudo, no esquema de sempre: 2 homens se engalfinhando até que vença o mais forte. Um dia, zapeando a TV, parei nela. Lutavam Anderson Silva e um japonês franzino. Era praticamente luta ganha. E claro que o grandalhão da voz fina ganhou (voz que só fui ouvir no dia seguinte, no Faustão, onde a “estrela" do UFC foi julgar  - vejam  só! -  o quadro Dança dos Famosos).
Tudo bem. Não sou fã de esportes de luta. Sempre pensei em como alguém, por mais atleta que seja, pode gostar de apanhar ou bater. E como isso pode ser considerado esporte? O fato de o UFC resgatar os antigos vale-tudo e de ver toda essa vibração, a comoção popular  em torno de alguém apanhando, sendo derrubado, com sangue escorrendo do nariz e do supercílio  me dá um bocado de aflição e até medo. Pode ser  por ignorância minha, afinal, trata-se de uma competição esportiva cujo objetivo não é incitar a violência, dirão os seguidores fanáticos.  Mas é impossível não pensar nessa questão: o quanto esse vale-tudo influencia ou pode influenciar nas manifestações violentas que vemos aos montes fora dos ringues? A atração por esse esporte seria uma demonstração de que as pessoas estão cada vez  mais íntimas da violência?
O japonês magrelo já estava caído no chão, com a cara completamente ensanguentada e o  Anderson Silva só parou de dar porrada quando o juiz apitou. E se o cara tivesse desmaiado? Como é que o juiz sabe a hora exata de parar? E se o adversário, já dominado e moribundo, não tem condições de sinalizar? Bem, não sou uma expert no assunto. E não tenho imparcialidade alguma ao falar dele porque sou muito sensível a tudo que envolve agressividade e sangue (não poderia ser médica de jeito nenhum!) Mas merece uma reflexão, não só a respeito do UFC, mas sobre outros esportes que fazem uso de violência e até maus-tratos, como é o caso do rodeio. No UFC, os lutadores ainda podem se defender, enquanto que no rodeio, os pobrezinhos dos bois são tão bravos quanto indefesos. Se pudessem escolher entre participar ou não, acredito que fariam a segunda opção.
Parece que os humanos, esses sim,  cada vez mais celebram a violência. Estamos vivendo numa grande arena, e salve-se quem puder. Isso me lembra de uma das canções mais perfeitas que já ouvi na vida, que, não por acaso, chama-se Perfeição, e é do grande Renato Russo.  A letra é bem objetiva: Vamos celebrar a estupidez humana/ a estupidez de todas as nações/ o meu país e sua corja de assassinos/ covardes/estupradores e ladrões... e por aí ele segue, dizendo um monte de outras verdades que não eram ditas, com a veia irônica que sempre foi sua. Renato ficou famoso por isso. Dá para perceber que, infelizmente, a sociedade não mudou muito desde a época em que a música foi lançada (18 anos atrás!).  Enfim, é só uma opinião. 



Perfeição :
Música  de Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Marcelo Bonfá
Letra: Renato Russo
Álbum: O descobrimento do Brasil (1993).

 



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Pensativa


Dilemas

O que fazer
Quando não se sabe bem o quê?
Fica com um nó amarrado no peito
Apertado que nenhuma agulha dá jeito
Quanto mais se pensa em desatar
Mais ele ata,
Como o cadarço do sapato
Quando se puxa a ponta errada.
É como passar
A parada do ônibus
E não saber voltar,
Perder o ponto da massa,
E deixá-la grudar
No fundo da panela.
Quanto mais o tempo passa,
Mais ela se esfarela
E queima,
E o nó continua,
E teima.
Enquanto eu olho pela janela.
E espero o conselho
De uma estrela.

19/06/10

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Em busca da fórmula secreta

Ansiedade, boca seca, mãos suando frio e um pouco de gagueira no início. Até que a coisa começa a fluir, meio no automático. Ele pergunta, você responde, enaltecendo as qualidades e tentando esconder os defeitos. Presta a maior atenção na conversa (sempre tomando o cuidado para não falar demais nem de menos).  Então vocês se despedem, como se já se conhecessem há anos... ou como se nem tivessem se conhecido.
 Depois, paciência... a espera é infinita. O telefone que não toca, o e-mail que não chega..  Passa-se 1 semana, 10 dias. Você não aguenta mais esperar. Só que quando toma a iniciativa, descobre que não foi dessa vez.
Essa poderia ser a descrição perfeita para um primeiro encontro não é? Mas é só mais uma entrevista de emprego.
Não é razoável constatar que o que vivemos e sentimos ao passar por essas situações – do primeiro encontro e da entrevista de emprego -  seja bem parecido, uma vez que o lado profissional e afetivo tem peso igual nessa difícil equação da felicidade em nossas vidas?
Olha só: em ambos os casos têm que rolar a química. Mas ô formulazinha complicada! Às vezes você acha que pôs todos os ingredientes no lugar e na hora certas, mas o resultado não sai como o esperado. Por outro lado, nada impede que aconteça o contrario também, afinal não há lógica 100% correta quando se trata de seres-humanos.
Pena que não há manual com passo-a-passo, embora a grande maioria insista em dizer o contrário. É claro que existem dicas gerais em relação à aparência e o comportamento, mas isso é o máximo em que se pode confiar. O resto depende exclusivamente de você e da pessoa com quem você está interagindo - e digo isso sem querer desmerecer o trabalho dos populares “gurus” de carreira e da paquera. O que eles consideram mais importante – e não é novidade para ninguém -  é ser quem você é, e, se a química rolar, ótimo! Se não, você risca aquele nome do seu caderninho e parte para o próximo, porque afinal de contas a fila tem que andar. Mas que podia ter uma fórmula exata, isso podia!
Então, inconformada que sou, com a ajuda do Santo Google encontrei uma que, se não for exata, pelo menos te leva ao caminho certo:
Motivação + Treino + Autocontrole + Sorte = Sucesso

Motivação para continuar firme e não desistir no meio do caminho;
Treino para poder errar bastante, e completar suas 10 mil horas (de trabalho, com 8h/dia, totaliza 3,5 anos) - no meu caso, já estou bastante adiantada, só que em horas de entrevistas;

Autocontrole para não tomar decisões precipitadas e jogar tudo por água abaixo;

Sorte porque o meio que você vive contribui para seu sucesso.
E como se consegue tudo isso? Com atitudes positivas. Acho que não há outro jeito. Alerto que essa fórmula está em fase de testes. Se não funcionar, eu aviso.